Estava na última quarta feira na Câmara de Vereadores de Alvorada, em uma movimentada Reunião do Partido dos Trabalhadores, quando surgiu o assunto que dá titulo a este meu artigo.
Tinha eu 5 anos de idade, portanto os fatos que conheço são muito das leituras que fiz, e da minha formação Acadêmica, quando o então Presidente Jânio Quadros, no dia 25 de Agosto de 1961 renuncia.
Seu vice presidente João Goulart, em visita oficial a China, o país de certa forma fica acéfalo e o terreno então era favorável ao golpe militar que era articulado.
Os militares resaltavam que a volta do vice presidente era inconviniente naquele momento, dando ao então governador do estado do RS, lider por natureza, claras evidências do golpe que se avizinhava.
Governador do nosso estado, ainda jovem com 39 anos, chama para si a responsabilidade de comandar diretamente do Palácio Piratini, uma resistência ao golpe eminente.
Requisita então a Rádio Guaiba, que transmite em cadeia com outras emissõras diretamente dos porões do palácio. Dali faz seus pronunciamentos esclarecendo a população do que antevia, o golpe militar que pretendia ser dado.
Na praça da Matriz, uma multidão estimada em 50 mil pessoas, voluntários se preparavam para combater a tropa militar que se preparava para invadir o palácio, a ordem era reprimir.
Diante desta multidão, Brizola faz um pronunciamento onde conclama o povo em defesa da Legalidade. Recebe então a adesão do comandante do III Exército Machado Lopes, e a Legaligade triunfa.
A vitória no entanto não é completa, pois é implantado no país um Parlamentarismo Casuístico, que castra os poderes do então Presidente João Goulart.
Nas comemorações dos 40 anos da Legalidade, Brizola diz:
"Deviamos ter marchado sobre Brasília, tomado o poder, dissolvido o Congresso e convocado uma Constituinte, 1964 não teria existido e o Brasil seria outro."
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