O texto a meu ver nos apresenta duas vertentes de pensamento que devemos considerar:
A primeira que me chama muito a atenção é a questão dos funerais, que a Angela classifica como rituais.
Rituais estes plenos de significados religiosos e também episódios políticos, onde o morto passa a ter a alma imortalizada apesar do corpo ali inerte.
Destacam-se os feitos em vida, selecionando e resignificados pela memória, poderosa força que permite sair da vida e entrar na história.
Traça uma linha de tempo, destacando vários personagens, consagrados por rituais cívicos, narrativa histórica muito em função do novo regime republicano que se instalava, sendo assim campo de disputas acirradas, evidenciando reavaliações de personagens e eventos.
Salienta que rituais são encenações sofisticadas, plenas de significados simbólicos, em que a linguagem é mobilizada e hierarquizada de valores.
O funeral de Brizola foi teve como exemplos do passado, Machado de Assis, Euclides da Cunha, Osvaldo Cruz, Rui Barbosa, num período em que era construída uma cultura política republicana.
Para concluir este primeiro viés, os antropólogos ensinam aos historiadores que mortos ilustres são identificados como figuras entre sagradas e insignes.
Partindo para o segundo viés, estamos diante de uma ideologia que foi plantada no pós 1930, tanto política como uma tradição, destaca Angela, que pertenceram a um universo de fenômenos que passaram a integrar o País a partir de 1945 com a República após a queda do Estado Novo.
É parte de um artigo que escrevi para a cadeira do pós, República no RS (deu vontade de publicar)