quarta-feira, 27 de julho de 2011

Prazer em Fazer


Quando começamos a exercer uma profissão, seja ela no setor privado ou público, não temos a garantia de que é exatamente aquilo que queremos.
Quando conseguimos o primeiro emprego, este vem pela necessidade urgente de termos o sustento da familia que se estabelece, ou pela manutenção da familia dos nossos pais, e pela cultura de que se chegamos por exemplo aos 18 anos, temos que ter um emprego.
Uma coisa que me chama bastante atenção, é a quantidade de pessoas que se sustentam, mantem os seus, em algo que não gostam. É raro alguém que esteja no mercado de trabalho, ganhando pouco, mas dizendo era isso que eu desejava para minha vida.
Raras exceções são os médicos, que muitas vezes trabalhando em condições inadequadas, mas estudaram anos após anos, especializaram-se, estão no serviço público, com péssimas condições de trabalho, e deixam transparecer a felicidade.
Professores outra classe que ouve-se dizer não estão satisfeito com seus salários, mas tem um que outro que se diz feliz, pela profissão e deixam transparecer isso.
E assim é a vida. Quanta gente hoje ingressa no mercado de trabalho e esta fazendo exatamente aquilo que sonhou. Dá para concluir com a seguinte expressão. "É uma questão de sobrevivência".

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cinquenta anos da Legalidade

Estava na última quarta feira na Câmara de Vereadores de Alvorada, em uma movimentada Reunião do Partido dos Trabalhadores, quando surgiu o assunto que dá titulo a este meu artigo.

Tinha eu 5 anos de idade, portanto os fatos que conheço são muito das leituras que fiz, e da minha formação Acadêmica, quando o então Presidente Jânio Quadros, no dia 25 de Agosto de 1961 renuncia.

Seu vice presidente João Goulart, em visita oficial a China, o país de certa forma fica acéfalo e o terreno então era favorável ao golpe militar que era articulado.

Os militares resaltavam que a volta do vice presidente era inconviniente naquele momento, dando ao então governador do estado do RS, lider por natureza, claras evidências do golpe que se avizinhava.

Governador do nosso estado, ainda jovem com 39 anos, chama para si a responsabilidade de comandar diretamente do Palácio Piratini, uma resistência ao golpe eminente.

Requisita então a Rádio Guaiba, que transmite em cadeia com outras emissõras diretamente dos porões do palácio. Dali faz seus pronunciamentos esclarecendo a população do que antevia, o golpe militar que pretendia ser dado.

Na praça da Matriz, uma multidão estimada em 50 mil pessoas, voluntários se preparavam para combater a tropa militar que se preparava para invadir o palácio, a ordem era reprimir.

Diante desta multidão, Brizola faz um pronunciamento onde conclama o povo em defesa da Legalidade. Recebe então a adesão do comandante do III Exército Machado Lopes, e a Legaligade triunfa.

A vitória no entanto não é completa, pois é implantado no país um Parlamentarismo Casuístico, que castra os poderes do então Presidente João Goulart.

Nas comemorações dos 40 anos da Legalidade, Brizola diz:

"Deviamos ter marchado sobre Brasília, tomado o poder, dissolvido o Congresso e convocado uma Constituinte, 1964 não teria existido e o Brasil seria outro."

sábado, 5 de março de 2011

Fora de Foco


Ao inaugurar estes espaço em 2011, fujo um pouco do tradicional, da idéia inicial para que ele foi criado.
Tenho uma sede enorme em conhecer lugares. Não me canso da estrada, adoro viajar e percorro até 800 Km por dia se for preciso, em busca de um objetivo.
Em 2010 fui 3 vezes a cidade de Itaqui em busca de acompanhar as comemorações relacionadas com a Chama Crioula, e fiz 1500 Km por evento, considerados ida e volta.
Cheguei a poucos dias de viagem de férias ao estado de Santa Catarina, lugar onde tenho a maior admiração, pela hospitalidade daquele povo, treinados para o turismo.
Suprendeu-me a capacidade dos Atendentes sejam eles de lojas, supermercados ou restaurantes e pizzarias pela fluência em que falam o espanhol. Justifica-se pelo grande número de Argentinos que frequentam o litoral, mas dá gosto em ver.
Os vários pontos turisticos por onde andei, sempre ficava encantado com a capacidade dos operadores em falar mais de um idioma.
Quando penso no nosso Rio Grande, e me volto para nossa Serra, e o nosso litoral, não percebo o mesmo preparo do nosso pessoal envolvido no turismo, e passo a me preocupar pois estamos nas vesperas em sediar uma copa do mundo.
Vejo e escuto nos meios de comunicação a grande preocupação em ter-se estádios com capacidade, "padrão FIFA", nas não percebo o preparo, ou a preocupação com o lidar com o turista.
Em se falando em copa do Mundo, torço por estar equivocado, e estejam os operadores do turismo gaúcho preparados ou preparando-se para este momento tão importante e que será um marco na história deste país.
Tomara que tenha conseguido passar a mensagem a quem por algum motivo ler estas poucas e mal traçadas linhas, como diria o velho poeta.