segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Eu escrevi

Ainda em Dezembro do ano passado, escrevi um artigo para o Pós Rio Grande do Sul, que o título foi Chama Crioula.
Lá eu destaquei tudo o que os tradicionalistas mais ferrenhos já colocaram sobre o feito acontecido em 1948 onde liderou o velho e conhecido Paixão Cortes, meu vizinho aqui na praia, mas agora refletindo mais sobre o assunto, me ponho a pensar sobre o simbolismo do fogo.
Destaca Sandro Dennis, em seu site http://circulocubico.wordpress.com/2008/05/16/o-simbolismo-do-fogo-atravs-do-tempo-culturas-e-religioes/)

A origem da sociedade humana, como a conhecemos atualmente, ocorreu a partir do momento em que o Homem passou a dominar o fogo. Antes do domínio do fogo, o Homem vivia de maneira similar às demais espécies animais, com uma incipiente capacidade de comunicação e com uma pequena organização social – reflexos de um intelecto pouco desenvolvido. A partir do domínio do fogo o cérebro humano desenvolveu-se abruptamente, proporcionando um salto qualitativo na nossa vida.

A partir desta afirmativa, o fato de terem retirado uma centelha da pira da Pátria, e levado para o Colégio Julio de Castilhos, Paixão e os seus companheiros estavam acordando para o verdadeiro significado do tradicionalismo, na verdade querendo que os demais jovens de sua época ao invés de debocharem dos populares interioramos que se punham a usar as vestes caracteríscas do Rio Grande, deixando de lado o americanismo que se fazia sentir no Brasil inteiro, por força das regras ditadas pelos estados unidenses ao mundo, evoluíssem como a afirmativa acima.

Eu imagino que eles não pensaram assim.

Nós é que teremos de pensar a partir de agora.





quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Você olha mas nem sempre vê tudo.

Quando pegamos uma fotografia no álbum de familia, pensamos que estamos vendo tudo o que ali esta registrado.
Na verdade, ela tem muito mais a nos contar do que realmente estamos presenciando.
Pega o álbum que está lá na gaveta, muitas vezes atirado, sem muitos cuidados, e faça uma observação mais detalhada. Ela te conta uma história, a vida dos teus antepassados esta ali retratada em fragmentos passageiros, mas se juntada as demais, você acaba entendendo muito mais.
Viaje na imaginação, veja quem são as pessoas que ali estão. Quais estão sempre presentes, quais em determinado momento somem, quais as que menos aparecem.
Veja as mudanças que aconteceram contigo mesmo, mais cabelo, menos cabelo, mais magro ou mais gordo, enfim as transformações que a vida lhe proporciona, e muitas vezes o espelho não te diz.
Além de tudo tem a evolução da própria técnica de fotografar, o preto e branco, a foto a cores, o tamanho, as fotos expontâneas, as preparadas, os casamentos, aniversários, os batizados, as que indicam as profissões.
Enfim, faça uma análise das fotos que você tem em casa, e depois me diga se tenho ou não razão.